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FESTIVAL CHORADARIA 2026

O ENCONTRO DO CHORO COM O RISO

Espetáculos, shows e ações formativas

Belo Horizonte se prepara para receber um encontro raro, desses que fazem rir, emocionar, divertir e comemorar ao mesmo tempo. Entre os dias 27 de março (Dia Nacional do Circo) e 23 de abril (Dia Nacional do Choro), a cidade será palco da 1ª edição do Festival ChoradaRia – O Encontro do Choro com o Riso, uma celebração inédita que aproxima duas linguagens profundamente brasileiras: a musicalidade sofisticada do choro e a poesia irreverente da palhaçaria. Com programação totalmente gratuita, o festival levará arte para praças e centros culturais da capital mineira, reunindo seis shows de choro, seis espetáculos de palhaçaria, três oficinas formativas e duas mostras abertas ao público, convidando a cidade a viver momentos
de encontro, riso e música. O projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e patrocinado pelo Hermes Pardini. Informações no
www.ciacaxanga.com.br e @ciacaxanga.
Mais do que um festival, o ChoradaRia nasce como gesto de memória, afeto e continuidade. O evento homenageia a artista Mari Carvalho, a inesquecível palhaça Esmeralda – pandeirista de choro e fundadora da Cia Caxangá (que assina o evento), ao lado de Lori Moreira. Mari, que faleceu em 2023, havia sonhado o festival ainda em 2015. Realizar o ChoradaRia é, portanto, cumprir uma promessa e manter viva a força criativa de quem acreditava no encontro entre música e comicidade. O pandeiro, instrumento que a acompanhou nas rodas de choro e no palco, torna-se símbolo do festival, costurando tradição e invenção, riso e melodia, e celebrando a arte que ela espalhou por onde passou. “A ideia do festival surgiu durante o
Encontro Cultural de Milho Verde, em 2015. Numa noite estrelada, pisando o chão de terra, a Mari me disse: ‘e se a gente fizesse um encontro do choro com o riso? ChoradaRia!’. A ideia já nasceu com nome e tudo”, relembra Lori Moreira, atriz, palhaça e coordenadora geral do festival.
A primeira versão do projeto foi escrita em 2019 e aprovada em 2023 pelo Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, no nome de Mari. Dois meses depois da aprovação, ela partiu. “Com a partida dela, eu prometi realizar esse sonho. É o cumprimento de uma promessa, uma homenagem feita de dor e alegria profundas. É o meu muito obrigada a tudo que vivemos juntas”, afirma Lori Moreira.
O conceito do Festival ChoradaRia parte de uma afinidade essencial: tanto o choro quanto a palhaçaria acontecem na roda, no encontro e na escuta. O choro, gênero surgido no século XIX, mistura virtuosismo técnico e improviso coletivo, evocando alegria, nostalgia e saudade. A palhaçaria, com sua comicidade física e jogo direto com o público, também vive do risco e da presença. “O choro tem partitura e improviso. A palhaçaria tem roteiro e presença no agora. Ambos dependem da relação viva com quem está ali”, explica Lori. “Um solo de cavaquinho e uma gag cênica têm algo em comum: precisão técnica e espaços de liberdade”, completa.
O festival assume essa afinidade e propõe uma experiência intergeracional. “O choro costuma ser muito acessado por pessoas mais velhas, que trazem a memória afetiva desse repertório. A palhaçaria tem forte apelo com o público infantil e jovem. Ao reunir essas duas forças, a praça vira território de convivência real. Queremos que quem venha pelo riso descubra a riqueza do choro. E que quem venha pela música se permita rir”, sublinha Lori.
Democratização e protagonismo feminino - A maioria dos shows e dos espetáculos foi
selecionada por meio de uma convocatória aberta à comunidade mineira, ampliando o acesso e democratizando a participação artística. A curadoria é assinada por Adriana Morales (Grupo Trampulim), Raíssa Anastásia (Abre a Roda Mulheres no Choro), Lori Moreira (Cia Caxangá) e Iara Carvalho (filha de Mari Carvalho), com critérios que priorizam, além da qualidade artística, a presença de mulheres na formação dos grupos – tanto na música quanto na cena.
Programação - A abertura acontece no Dia Nacional do Circo (27/03) e traz o espetáculo
Manotas Musicais, do Grupo Trampulim, em que palhaços-maestros transformam o público
em grande orquestra, e a roda Brasil de Compositoras, do Abre a Roda Mulheres no Choro, celebrando a produção feminina no gênero.
No sábado (28/03), o Trio Bocó apresenta Fuzuê: um Show Musiclown, misturando palhaçaria e brincadeiras populares ao som de sanfona, zabumba e pandeiro, seguido da roda Feitiço, do grupo Feitiço, formado por musicistas de BH. Já no domingo (29/03), Na Roda de Choro: Música é brincar com o tempo, com Duo Prestíssimo, duas palhaças cantoras e instrumentistas contam a história do choro, enquanto o grupo Chorosas apresenta a roda de choro Chorosas, destacando compositoras na roda.
Ao longo de abril, as oficinas ampliam o diálogo entre linguagens: Música, improvisação e palhaçaria, com Álvaro Lages e que resultará em uma mostra de processos (10/04); Reprise – Gags Clássicas de Palhaçaria, com Lori Moreira e Ricardo Ikier; e a Oficina de Prática de Choro em Conjunto, com Marcelo Chiaretti, culminando no Cabaré Do Choro ao Riso (18/04), mostra conjunta em que músicos executam ao vivo a trilha para cenas de palhaçaria. No dia 11/04, Cri Cri e Perém Pempém apresentam Chorando de Rir, com malabares e choro, seguido da roda Pipocando com o grupo O Imprevisto, trazendo choro, forró e composições autorais. Em 19/04, a palhaça Marisa Riso encena o espetáculo Girô, seguido da Roda de Choro da UEMG/ESMU.
O encerramento acontece no Dia Nacional do Choro (23/04) e reúne o espetáculo ParaChicos, do Grupo Maria Cutia, inspirado no cancioneiro de Chico Buarque, e a roda Alma Feminina, do grupo paulistano Choronas, referência histórica no choro feminino.


Sobre a Cia. Caxangá

A Cia Caxangá foi idealizada em 2017 pelas artistas Lori Moreira e Mari Carvalho, com o propósito de aprofundar a pesquisa em palhaçaria, teatro e música. Em repertório estão
espetáculos, intervenções e oficinas, já tendo circulado por ruas, praças, parques, escolas e teatros de diversas regiões no Brasil e no Peru.
Desde o início, a proposta de Lori e Mari era criar um espaço de produção artística conduzido por mulheres – um compromisso que se consolidou ao longo dos anos, com a ampliação das parcerias com artistas dissidentes e a realização de projetos que priorizam esses corpos em cena.

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